Cenários de Luz

Matéria do Livro Cenários de LUZ: 2ª edição Hunter Douglas Brasil.

A Mirelle Zanotto Desenvolvimento Empresarial aborda o comportamento humano e as técnicas e conceitos de negócios em suas palestras e consultorias.

O pioneirismo em falar de Emotional Branding desde 2006 e trazer este tema como um dos alicerces do conteúdo da consultoria e, que agora está sendo amplamente utilizado, coloca Mirelle Zanotto dentre as pioneiras em abordar o assunto com uma visão prática no uso dos conceitos dentro dos negócios. Mirelle zanotto é especialista em desenvolver empresas e pessoas utilizando o Emotional Branding e o Storytelling.

Pesquisas e temas sobre a Neuronarquitetura e Neurovendas são amplamente utilizados para construir modelos de negócios lucrativos e fazem parte do conteúdo utilizado por Mirelle Zanotto em sua consultoria.

Confira matéria completa!
Boa leitura.

PROJETO PARA OS SENTIDOS

Como a dinâmica atual de mundo torna a Arquitetura Sensorial uma necessidade humana

por Carla Trabazo
Traduzir em palavras as sensações de alegria, amor, euforia e bem-estar é uma tarefa que, ao longo dos séculos, foi aperfeiçoada por grandes nomes da literatura e da filosofia. O ser humano é um indivíduo movido a emoções e estímulos sensoriais. Faz sentido, então, esta longa busca para expressar-se pela escrita, mas e quanto à projeção dos sentimentos humanos em espaços físicos?

É aí que entra a Arquitetura Sensorial que, como o nome já diz, é uma arte projetada para os sentidos, onde a emoção e as interações humanas são palavras-chave para criar um ambiente de estímulos. A Consultora de Negócios Mirelle Zanotto é uma das grandes especialistas desta tendência. Fundadora da Sensorialdezoito Consultoria, ela contabiliza 26 anos de experiência em arquitetura, design e relacionamento de consumo, que lhe permitem uma visão única de negócios focada nas sensações e interações humanas.

Mirelle se baseia em pilares sensoriais e emocionais como forma de agregar valor, orientando o desenvolvimento de negócios mais felizes, sustentáveis e saudáveis – uma tendência desejada pelas principais empresas do mundo. Conversamos com a consultora para entender como este tipo de arquitetura tem ganhado os mercados em um momento em que as pessoas têm cada vez mais buscado alcançar o conceito de bem-estar. Confira:

Hunter Douglas – Como você descreveria a Arquitetura Sensorial?
Mirelle Zanotto
– Para mim, é uma ferramenta de influência comportamental, ou seja, a influência que a forma e a função causam na emoção humana, gerando um comportamento e uma possível reação. Ambientes que constroem pensando no todo, no sentimento positivo dentro do espaço, que usam elementos mais fluidos para estimular ambientes que despertam mais emoções de cura e de amor são uma expressão muito forte disso. É algo que o mundo precisa muito hoje.

Não é algo que se descobriu agora, mas talvez o mundo tenha ficado mais aberto a ouvir e a olhar isso de uma forma mais positiva nos últimos anos. As pessoas estão em um momento de questionamento existencial muito forte, por isso vemos reforços de frases positivas em almofadas, quadros, paredes. O mundo está ficando doente e a arquitetura pode ajudar.

HD-Qual a relação da arquitetura com os sentimentos e as emoções?

MZ – Eu acredito que a sensorialidade, quando bem controlada, pode ser usada tanto para o bem estar quanto para promover a cura, por meio de ambientes mais saudáveis emocionalmente para que as pessoas façam interações e desenvolvam seus lados positivos. O grande papel da arquitetura sensorial é o resgate do contato humano com o que há de mais natural do ser humano.
O design está cada vez mais emocional, não só funcional. Algo que não era seu papel. É o caso da Arquitetura Brutalista, com o concreto e arquitetura limpa e asséptica, que gera uma sensação de frieza e desconexão muito grande. Ainda que funcional e prática, ela gera uma sensação não tão saudável para as emoções humanas. A máquina pode ser perfeita, mas se gerar algo que não é tão positivo na pessoa, ela não faz tanto efeito.

As marcas já entenderam isso e estudam profundamente os resultados, podendo criar uma explosão emocional para quem entra em um ambiente, seja para o bem ou para o mal. Quando falamos da Hunter Douglas, ela tem o poder de mudar o sentimento das pessoas através de seus produtos e tem feito isso já há um tempo. Ela agrega sentimento e valorização aos seus espaços, criados para despertar um desejo e pensados para gerar uma sensação de conforto ou bem estar.

HD – Como você avalia esta nova onda da arquitetura, que saiu dos nichos básicos de atuação (construir, decorar e edificar) e começou a se enveredar por caminhos muito atrelados ao comportamento das pessoas?
MZ – A responsabilidade da arquitetura é contribuir com o desenvolvimento das pessoas, promover a alegria e o bem estar nos ambientes. Vai por água abaixo todo e qualquer profissional que repita padrões de estilo na arquitetura, consistentemente, sem avaliar o ambiente e as pessoas que vão interagir ali e o momento que as pessoas se encontram. Quando falamos em analisar o sentimento humano no momento do desejo da construção, o arquiteto que estiver preparado para fazer a interpretação do que está sendo dito naquele momento não vai repetir tantos padrões e cores, mas sim fazer uma adequação do seu próprio estilo ao momento da pessoa, ao momento que a família vive emocionalmente. É saudável? E um sentimento de união ou de conflito que ele vê ali? Se o profissional não se aprofundar no entendimento da interação humana e no desejo despertado naquela loja, casa ou reforma, vai colocar materiais que não contribuem em nada para as pessoas.
A onde vou, vejo que as pessoas esquecem de colocar o cliente no centro do universo de consumo e dão prioridade apenas ao produto. Ninguém paga por algo que não entende. Se a pessoa não entender o valor sentimental e emocional daquilo, não importa o custo financeiro, ela não vai se relacionar com aquilo. Eu atuo desenvolvendo lojas para a Hunter Douglas e ali fazemos a intenção de que o cliente seja o centro de tudo, com a convicção e a tecnologia para que possamos fazer parte de qualquer etapa que o cliente se encontra.


HD – As experiências sensoriais de um projeto são criados sob medida ou existem alguns tópicos universais que podem ser aplicados a qualquer tipo de projeto?

MZ – Olha, na minha experiência de decoração, formas que têm pontas e quinas geram na mente humana a sensação de perigo e despertam um estado de alerta constante na mente, então quando se quer um ambiente mais agradável é preciso inserir formas mais orgânicas e circulares, onde as pessoas aliviam o estresse que o pontiagudo gera. Tudo aquilo que for oval ou circular, para o caso de uma mesa, por exemplo, vai fazer com que as pessoas tenham uma predisposição a circular, uma interação sem obstáculos, que dá uma sensação de conforto e não confronto.
Imagina uma família que se reúne pouco. Se você encher a casa de pontas, quando as pessoas vão se encontrar? Gera estresse e desunião. Para crianças, tem que pensar na iluminação e cor no ambiente em que elas mais interagem. Algo que as estimule criativamente. Mas você não vai colocar cores vibrantes e criar um ambiente estimulante demais para uma criança hiperativa, pois ela não precisa disso. Neste caso, a suavização das cores é o melhor caminho.
A iluminação tem poder maior, porque além de gerar a sensação de felicidade, ela cria um espaço propício que, associado à cor, vai conseguir gerar um ambiente sensorialmente mais atrativo. Mas isso tem que estar conectado ao momento de vida do cliente ou da marca, tem que estar sustentado através de ferramentas da iluminação, cor e forma para construir o projeto. Claro que tem ainda o uso de materiais corretos. Tudo que é tátil ou que ative os sentidos, materiais que sensorialmente estimulem o que se quer despertar, devem ser aproveitados.

HD – Como o controle da luz natural pode ser um item importante neste tipo de arquitetura?
MZ – Ela tem o fator que é a força da natureza, que não é artificial. Sem agrotóxicos (risos). O artificial deve ser utilizado como um complemento do processo para solucionar quando não se tem luz natural. Na pecuária, por exemplo, se utiliza uma lâmpada para aquecer o ambiente e fazer com que os pintinhos comam mais e as galinhas botem mais ovos. Você cria um ambiente artificial para estimular um comportamento que, a princípio, deve ser natural. Os produtos da Hunter Douglas permitem que se controle a luz natural. Para mim, ela pensa e inova sempre olhando pela valorização desta iluminação, que é a mais saudável, sempre.
HD-Qual a intensidade de influência que a natureza pode ter em um projeto?
MZ – Eu diria que cada vez mais vemos o planejamento de cidades valorizando o ar livre, que permite que as pessoas permaneçam mais tempo no espaço público e descansem, estudem, pratiquem exercício. Pensar ambientes onde a natureza seja parte do dia a dia é uma responsabilidade de todos nós, porque o contato com ela gera uma conexão mais saudável. Esta é a maior tendência do mundo hoje.

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